Nesta semana foi divulgado o enxugamento do Walmart em todo o mundo, em decorrência do momento econômico "difícil" e "imprevisível". Anunciou-se o fechamento, até dezembro, das unidades da Tijuca e de Campinho. Ingenuamente vislumbrei promoções de encerramento de estoque que eu poderia aproveitar até o fim do ano. Pois bem: ainda há pouco passei pela porta da filial Tijuca, e ela já encerrou as suas atividades, conforme faixa acostada à porta comunica, convidando os clientes a "continuarem economizando" na filial situada atrás do Norte Shopping. Não sei se a pedra já havia sido cantada internamente, ou se pelo menos havia boatos correndo entre os empregados. Mas imagino a comoção caso eles tenham sido também pegos de surpresa e lançados ao desemprego tão rapidamente. É ao imaginar tais situações que tenho que ser grata ao meu trabalho. Tem seus dissabores, suas chateações, injustiças, seus defeitos, enfim, como qualquer trabalho. Mas ao menos não oferece o risco terrível de um desemprego repentino.
sábado, 19 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Solidão
Flávio Gikovate introduziu seu último programa radiofônico falando sobre solidão. Como ouvinte assídua do programa via iPhone, Margarete atentou para este conteúdo. De acordo com o especialista, as pessoas se referem à solidão como algo ruim porque sempre aludem à solidão que se instala depois que a pessoa termina um relacionamento. Nesta fase de ruptura, a solidão é um estado novo e desagradável. Mas é uma realidade que, nas grandes metrópoles como Paris, Nova Iorque, Rio, São Paulo, o número de pessoas que moram sozinhas e de construções pequenas para atendê-las só aumenta. Na verdade, a solidão também tem um espectro positivo, pois coloca a pessoa lado a lado consigo mesma. Ela é mais suportável por quem é introvertido e voltado para os seus próprios interesses, como o é Margarete. Quem é introvertido se distrai com seus atos, com leituras, com filmes, com tecnologia. Não sente tanta falta de conversa, pois somente dä valor a bons assuntos, a temas de seu interesse, e não liga para assuntos banais, fofocas e coisas comezinhas do dia a dia. Somente relacionamentos de boa qualidade são capazes de afastar este tipo de pessoa de seus interesses e de sua rotina, que é empolgante para elas. Pessoas que já passaram por outros relacionamentos e querem maior liberdade, não querendo de novo vivenciar ciúmes ou engessamento, também se tormam refratárias a compromissos. Muitas preferem namorar ou ter casos que não impliquem em compromissos.
Margarete ouviu com atenção as palavras do psicoterapeuta. Percebeu que, na sua condição de solitária crônica, se sente feliz, entretida com cinema, leituras, escrita, tecnologia, música, fotografia. A tristeza que ocasionalmente sente se deve à culpa por não ter atendido à expectativa social e familiar de ter casado e tido filhos, e também ao medo da solidão na velhice, à pespectiva de não ter ninguém para lhe dar assistência num momento de saúde frágil. Mas isto tem solução, pensa ela: contratar um enfermeiro. E seja o que Deus quiser!
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Morte da Universitária e Receio de Nunca Mais Amar
A cada vez em que fica sabendo de um crime como o que ocorreu com a universitária Pamela, Zenaide percebe quie talvez a sua conduta de se apavorar e não dar trela alguma a estranhos, como ocorreu há poucas semanas com o sujeito que a olhou fixamente enquanto ela estava à porta de casa, não seja de todo alarmista em exagero. Pamela foi morta por um colega de universidade, furioso porque ela não correspondia ao seu assédio. A gente não sabe com quem está lidando! A jovem não tinha interesse sentimental por ele, mas, por ele aparentar ser uma pessoa legal, ela o encarava como um amigo e, talvez até por inexperiência de juventude, não enxergava certos indícios que ele poderia dar sobre ser intolerante à frustração e à contrariedade. Pamela não poderia saber que estava lidando com alguém mau, um criminoso frio, e pagou com a própria vida.
O mundo está cheio de gente esquisita e má. Pelo jeito, Zenaide só conseguirá namorar com pessoas com referência: amigos de parentes, amigos de amigos. E, ainda assim, nunca haverá os 100% de segurança. O assassino da universitária era conhecido dela, colega de universidade!
domingo, 13 de outubro de 2013
Domingo urbano glorioso
É com alegria que faço está postagem no final da noite de um domingo glorioso, de sol e céu azul, de caminhada e de praia gostosa, cercada de gente. Para ser perfeita, a água não precisaria estar tão gelada tal qual alvejada por um iceberg derretido. Mas nada é perfeito nesta vida. E, para coroar o dia, uma visão fora do comum de um bem-te-vi pousado no capô de um carro estacionado na Lagoa. Foi o segundo pássaro da espécie que chegou bem pertinho de mim está semana. Será bom sinal?!
sábado, 12 de outubro de 2013
Questões da infância
Hoje é dia das crianças, e, durante a semana que passou, Ana aproveitou para olhar fotos do seu álbum de infância. Sua mãe lhe deu estas fotos, as quais Ana arrumou num álbum. Sempre que ela vê tais imagens, e este ano ela foi premida a isto por causa da moda das pessoas colocarem fotos de quando eram crianças no Facebook, uma dúvida a assalta. Por quê ela deixou de ser uma criança sorridente e mais espontânea, como o era com um, dois, três anos, e se tornou séria, sisuda, por volta dos seis anos de idade?! É assunto para discutir na terapia.
domingo, 18 de agosto de 2013
Dedo podre
Flávio Gikovate, cujo programa radiofônico semanal é muito do agrado de Ana, assim como as análises que publica no Facebook, abordou o dedo podre para selecionar parceiros amorosos. Isto normalmente acontece com as pessoas mais legais, que não raro têm baixa autoestima e se sentem atraídas pelos seus opostos, que possuem tudo o que elas admiram: são mais falantes, têm mais amizades, são falastrões, se sobressaem mais, têm um porte físico que os faz aparecerem mais rapidamente. O dedo podre também se estabelece quando o encantamento erótico prevalece, deixando em segundo plano afinidades de caráter, de gostos, de objetivos de vida que também são importantes para uma união longeva. Ana vestiu a carapuça na hora. Ela gosta de homens de porte físico avantajado, faladores, bem enturmados, e que podem ser cafajestes. Fernando, um ex-namorado, tem este perfil, mas não é cafajeste. Já Almir era supercafa, e Rafael era falastrão. Como Ana tem problemas com a figura masculina, pois não possui um modelo de homem que possa ter como ideal, já que não considera o pai como tal, mas sim um “banana”, salvo pelo caráter e retidão admiráveis, talvez seja mais seguro para Ana continuar solteira solitária mesmo. Afinal, a chance dela se envolver com um cafajeste é grande.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Viagem só de ida a Marte
Vi a matéria sobre as pessoas que querem concorrer a uma viagem só de ida para Marte. No meu modo de entender a situação, elas estão desistindo da vida tal qual ela rola por aqui, com todos os seus problemas e aflições, mas também com alegrias e felicidade, e, em vez de cometerem suicídio, resolveram se entregar a uma promessa de vida nova, em Marte.
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