domingo, 28 de junho de 2015

Dia triste!

O dia foi marcado pela morte de um cantor sertanejo, o Cristiano Araújo, vítima de acidente de carro, juntamente com a namorada. O empresário e o motorista se feriram, mas não correm risco de morrer. O cantor, de 29 anos, e a namorada, de 19, estavam sem cinto de segurança no banco traseiro. É lamentável dois jovens morrerem desta forma. Mas no Rio de Janeiro ele era pouco conhecido, e, ainda assim, o destaque foi enorme. Muita gente não entendeu o porque de toda a divulgação da morte deste cantor desconhecido por aqui, mas considero que isto denota a divisão do Brasil, já que ele era famoso em algumas partes do interior, e chegou a fazer uma turnê em Londres em 2012, pois lá há uma colônia de goianos. A realidade sertaneja é distinta da do Rio, e só os cantores deste gênero que adquirem uma projeção muito grande pelo Brasil conseguem ser conhecidos por aqui. São João merecia um dia melhor. Este incidente, juntamente com outros, e o tempo frio e chuvoso, mas que é parte da vida e da natureza, fizeram o dia ficar triste.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Violência sem fim!

E, hoje, o elemento suspeito da autoria do crime contra o ciclista na Lagoa foi apreendido na favela de Manguinhos. O sujeito, aos 16 anos, já tem 12 anotações na ficha criminal! Não acredito em que tenha "salvação", pois é um bandido já veterano, e nesta condição permanecerá até morrer, jovem ainda, provavelmente. Adorei ver a cara dele exibida na foto que a Ana Lúcia me enviou pelo What´s App. A sociedade já está cansada da superproteção excessiva à bandidagem, sejam maiores ou menores de idade. Há distinção entre os casos, mas, neste caso em que um menor mostra uma crueldade extrema, a fuça dele tem que ser exibida, sim, inclusive porque, devido à benevolência de nossas leis, daqui a pouco ele estará mais uma vez solto, depois de mais uma passagem (ou seria passeio?) pelas instituições públicas, para continuar a sua carreira no crime. Conhecendo a sua fuça, poderemos tentar fugir dele, ou, ao menos, identificá-lo, caso nos agrida. Sei que o fundo do problema está na filosofia humana do ter e ter, no abandono de grande parte da população brasileira, que é pobre e carente, na falta de educação. Mas a sociedade clama por soluções imediatas, que não demorem tanto a fazer efeito, e isto fica evidente nos comentários que são postados relativamente às notícias de crimes. Aliás, esta semana foi punk, pois diversos crimes bárbaros foram noticiados, incluindo o estupro de uma adolescente de doze anos por três adolescentes, e o estupro de um menino de cinco anos por dois pedreiros. Os crimes sexuais também estão em espiral ascendente, e não me parece que é só por causa da divulgação maior alegada por muita gente. Aparentemente, eles cresceram estatisticamente, mesmo. E parece que o fenômeno não é só no Brasil, não. Em Paris, os empregados na torre Eiffel fizeram uma paralisação por causa do crescimento da criminalidade nos arredores do maior ponto turístico da cidade. Imigrantes praticam furtos adoidado na área. É, como disse uma amiga: está tudo dominado!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Sobre a morte e cemitérios

Ao fazer check-in, e também na saída, percebi que ali há um complexo de cemitérios. Que bom que o Paulo frisou que o sepultamento seria no cemitério São Francisco Xavier, pois existem também o Memorial do Carmo, onde ocorrem as cremações, e o cemitério da Penitência, do qual nunca ouvi falar, mas há uma placa indicativa dele. E ainda há o cemitério israelita. Apreciei os túmulos antigos, as esculturas com motivos tristes, no estilo sacro, e as sepulturas antigas no formato de casinhas. Deviam ser as sepulturas das famílias ricas do passado. Acho uma pena que a morte seja um tabu na sociedade brasileira, e que não tenhamos o hábito de incentivo ao turismo nos cemitérios, pois pelo menos no São Francisco Xavier e no São João Batista, os mais bem cuidados do Rio de Janeiro, há uma rica obra de arte em forma de esculturas e de túmulos.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Reflexões sobre o Natal e o Ano Novo

O Natal está chegando, e com ele vem os sentimentos que esta data provoca em todos nós. É difícil ficar indiferente às festas do final do ano: ora as pessoas amam, ora odeiam, e o sentimento que elas apresentam dependem da situação familiar, normalmente delineada desde a infância. Em quem vem de famílias integradas, aquelas cujos integrantes compartilham um genuíno sentimento de fraternidade e trabalham pelo prazer de estar juntos, o Natal é uma data adorada, pois é o momento de repetir as reuniões normalmente gozosas. Já para quem vem de famílias sem integração, ou daquelas onde imperam a hipocrisia e a falsidade, esta época do ano é odiada, pois mais uma vez chega o momento de repetir a “peça de teatro” com trama ruim. Ou então é um momento de solidão ou de lembranças ruins. As pessoas que estão nesta situação de encarar o Natal como uma época desfavorável devem pensar no Natal como a celebração do aniversário de Jesus Cristo. Quanto ao Ano Novo, é curioso como as pessoas depositam em uma simples mudança de calendário todas as expectativas de que as coisas mudarão para melhor, e coisa e tal, como se uma mágica se operasse nesta ocasião. Na verdade, o ano muda e tudo continua a mesma coisa. No caso da virada de 2014 para 2015, a expectativa é a de que 2015 será um ano ainda mais difícil. As pessoas que ficam neste frisson de virada de ano desta vez não deveriam ter tanta pressa para que ela acontecesse, pois. Os votos neste réveillon deveriam se reduzir ao desejo de ter saúde para aguentar o que vier, pois este é um bem realmente precioso.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Laís Souza

Ontem, deu tempo de ver pela TV a matéria exibida no programa do Luciano Huck sobre o retorno da Laís Souza do Brasiil e a sua situação atual. Seu aniversário foi comemorado hoje no programa, mas deu para perceber a cara de tristeza da ex-atleta e dos convidados, seus ex-colegas de ginástica oliímpica. A única mais animadinha era a Daiane dos Santos. Realmente, é triste. Devia ser a primeira vez que eles estavam vendo a ex-colega depois do acidente que a deixou paralisada do pescoço para baixo, aos 25 anos. A fala da Laís, frisando que a única vantagem de sua condição era a de poder tatuar o corpo todo, caso desejasse, pois não sentiria dor nenhuma, também foi muito comovente (ela mostrou duas tatuagens que fez recentemente, numa das pernas e num dos braços). Ela sobrevive com uma pensão do COB, que custeou o seu tratamento nos EUA, e pede doações em um site. Luciano Huck, que tem muito dinheiro e poderia doar bastante, ficou de dar um carro adaptado para ela, que provavelmente continuará o tratamento na rede Sarah Kubitschek. Mas aqui no Brasil é tudo muito mais complicado. E, mesmo em países mais adiantados, como os EUA, a evolução no tratamento dos tetraplégicos também é muito lenta. Laís disse que sente um pouco as mãos, a barriga e os pés, depois de quase um ano de tratamento. 
Espero que tenham aprendido a lição e percebido que não dá para migrar adequadamente uma atleta de uma modalidade para outra sem tradição no Brasil, e de modo rápido. Deu no que deu. Creio em que deveria haver uma sondagem, desde a mais tenra idade, a respeito de atletas brasileiros que se interessassem por esportes de inverno, a fim de começar a investir pesado neles, inclusive levando-os para morar nos países de frio e para treinar pesado lá por bastante tempo antes de que fossem inscritos em olimpíadas de inverno. 

domingo, 26 de outubro de 2014

E acabaram as eleições, enfim!

Felizmente acabou este processo eleitoral. Já estavam muito chatos a baixaria e o clima beligerante predominantes. Mas as seções eleitorais estavam tranquilas quando fui votar, num clima bem diferente daquele do primeiro turno. Estou tranquila com a minha consciência, pois sei que não dá para confiar nos políticos brasileiros, mais preocupados em se dar bem e em cuidar dos seus próprios interesses e daqueles de seus apaniguados do que em cuidar do país. Votei nos candidatos que considerava os menos insuportáveis, não naqueles que considerava melhores. Entre anular o voto e votar em alguém que pudesse barrar o insuportável, escolhi a segunda opção. Votei no Pezão, por achar muito perigosa a mistura entre política e religião que o Crivella representava, ainda mais com uma religião cheia de gente metida em escândalos e ávida por riquezas materiais. E votei no Aécio por já estar cansada do PT e de toda a corrupção e os desmandos e o "baixo nível" generalizado que ele trouxe. Mas a maior parte do eleitorado, por uma pequena margem, é verdade, votou na Dilma, e ela foi reeleita. Isto comprova que a maior parte do Brasil quer ser tutelada, amparada por programas sociais, e nem está aí para inflação, corrupção e economia estagnada. O país tem muito o que amadurecer ainda até que as pessoas saibam gerir a vida por elas próprias, e não tuteladas por governos assistencialistas. Os políticos são geralmente cheios de si, com a arrogância no máximo. Mas, se Dilma conseguir enxergar um pouco além deste patamar, compreenderá que boa parte do eleitorado não endossa o seu governo, e que, por isto, seria prudente que ela mudasse os rumos no segundo mandato. Nem sei mais o que dizer. Espero que Deus nos proteja, se ele tiver um tempinho para olhar pelo Brasil.

domingo, 19 de outubro de 2014

Esquisitices de Las Vegas

Em setembro, estive em Las Vegas, USA, e, além de ter me divertido nos hotéis temáticos e na observação de cassinos, que existem em todos os lugares, inclusive já no aeroporto, observei certas tipicidades da cidade. A presença marcante de muitos orientais (japoneses, chineses, filipinos, tailandeses e etc), apesar de saber que eles ganharam o mundo. As garotas pareciam ser prostitutas, em seu estilo periguete total, e eram bem bonitas. Quanto aos homens, tinham aquela afoiteza típica, que assusta a quem acha que os japoneses, por exemplo, são corretos por todo o tempo. Podem sê-lo em seu país natal, onde tudo é controlado, mas, fora dali, alopram. Os mendigos usavam cartazes onde punham os seus pedidos. Já causa espécie a presença deles numa cidade como Las Vegas, onde a opulência parece reinar. Mas este fato deve ser o reflexo do empobrecimento causado pela crise econômica generalizada. Alguns alegavam estar sem casa. Mas outros, descaradamente, pediam bebida mesmo, não se preocupando em ocultar a sua condição de alcóolatras. Percebi que o periguetismo não é um fenômeno tipicamente brasileiro. Como o latino tem fama de ser caliente e sexualmente desperto sempre, achava que era só por aqui que as garotas circulavam com os vestidos decotados, colados aos corpos e no estilo "acabou a bunda, acabou a saia", e sapatos de saltos altíssimos. Esta moda se encontra globalizada, assim como o desconforto de algumas com os sapatos no estilo Loubotin e Jimmy Choo; estas menos preparadas andavam descalças, carregando os sapatos nas mãos. Outro fenômeno presente em Las Vegas foi a presença de gente muito tatuada. Como estava calor por lá, havia muita gente com pele a mostra, e, consequentemente, exibindo enormes tatoos. Um casal na piscina do hotel estava totalmente tatuado a partir do pescoço até os pés, e com tatuagens que exigiram muita tinta. Não sei se os muito tatuados do Brasil copiam os de Las Vegas, ou se o movimento é em sentido contrário. Por fim, me impressionei com os cabelos lindos das mulheres brancas, mestiças e negras. Pareciam apliques, de tão sedosos, brilhantes e com aparência de bem tratados. As pontas frequentemente são impecavelmente viradas, trabalhadas numa espécie de baby liss com efeito permanente, e com um efeito mais natural do que o liso forçado da escova tradicional.