quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A morte de Leila Lopes

Leila Lopes morreu de parada cardiorrespiratória. Tudo indica que foi suicídio, pois foram encontrados antidepressivos e chumbinho em seu quarto. Ela sofria de depressão, e as pessoas que a conheciam disseram que ela estava “bem”. Isto é relativo, pois nunca sabemos o que se passa no interior de uma pessoa. Vivemos numa sociedade em que temos que mostrar que estamos felizes durante o tempo todo, até mesmo para não sermos importunados e não ouvirmos questionamentos sobre nossa tristeza. Muita gente acaba incorporando uma persona de felicidade permanente ao seu ser, e faz de tudo para alimentar esta persona, soterrando seu verdadeiro eu. É um conflito que sempre redunda em depressão, infelicidade, e que, não raro, deságua em suicídio. Não achei que ela estava bem, desde que ressurgiu para a mídia do ano passado para cá, depois dos filmes pornôs que fez e do longo hiato desde que foi “abandonada” pela Globo depois do sucesso que fez como a “professorinha Lu”. Parecia perturbada, e devia estar mesmo, pois teve um fim trágico provocado por atitude própria.
Que a Leila fique em paz!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Gravidez

Soube hoje uma ex-colega de setor e que atualmente é defensora pública, está grávida de dezesseis semanas. Não me vejo grávida, definitivamente. Parece-me uma coisa “animal” demais e muito pesada para mim. Não tenho contato com crianças, nem sei se conseguiria cuidar de uma direito. E, como não tenho um pai para meu filho, teria que fazer inseminação artificial, o que me desanima mais ainda. Para ter um filho via inseminação, precisaria querer muito. De qualquer forma, há o recurso da adoção a qualquer tempo, caso eu mude de ideia.

Paraty 01

Estou em Paraty, numa viagem solitária que irá fechar bem o meu período de férias. A pior parte de viajar sozinha é a noite. Durante o dia, sempre há o que ver e o que fazer. A noite, todavia, é o tempo em que ter uma companhia é mais sentido. Mas o importante é dar uma circulada, ainda que discreta, e não cair na atitude de permanecer dentro do hotel para comer. Estou num período em que me encontro de mal com a solidão que é tão companheira em minha vida. Todavia, ter vindo aqui para Paraty já é uma reação a este sentimento ruim. Afinal, não mereço permanecer dentro de casa porque não tenho companhia; tenho emprego e, consequentemente, salário, carro e liberdade; então, por quê não vir?

sábado, 3 de outubro de 2009

Rio 2016!

Que dia! Infelizmente, tive que trabalhar hoje, e saí para almoçar com uma turma da trabalho. Fomos ao Feijão da Lapa para acompanhar a divulgação da cidade-sede das Olimpíadas de 2016 pela TV que transmitia a festa em Copacabana. Eu não tinha partido nesta disputa, e aderi na última hora à candidatura do Rio. Acompanhei a mesma pelo noticiário durante a semana, e achava que os administradores do Rio já tinham uma pista da vitória da cidade, pois tomaram uma atitude arriscada de decretar ponto facultativo nas repartições estaduais e municipais e armaram uma baita festa em Copacabana. Chicago foi a primeira cidade a ser eliminada, o que foi surpreendente e digno de aplausos, já que pessoas de lá criticaram a candidatura do Rio a ponto de terem que pedir desculpas depois de um protesto do COB. Em seguida, Tóquio foi eliminada. Restaram Madrid e Rio, e, às 13:50h, veio a decisão: o Rio havia sido a cidade escolhida. No restaurante, a maioria dos presentes aplaudiu. Agora, restam sete anos para serem feitas melhorias substanciais na cidade a ponto dela poder fazer uma Olimpíada de bom nível. Os investimentos deverão ocorrer inclusive nos atletas, a fim de que eles tenham um bom desempenho nos Jogos. E há muita coisa a ser feita em matéria de infraestrutura, transportes, instalações, hotelaria, segurança pública. E as melhorias deverão ficar para depois das Olimpíadas, que são um evento grandioso e que se seguirão à Copa de 2014, que também será em nosso país. Lula, agora, encontra-se nas alturas! Seu governo de fato elevou o nome do Brasil internacionalmente, e quanto a isto não restam dúvidas. Sergio Cabral, Eduardo Paes e demais homens públicos também incorporaram às suas vidas o mérito de terem trabalhado arduamente para trazerem as Olimpíadas para o Rio. Eles são criticáveis em muitos aspectos, mas este mérito eles carregarão para sempre. Foi emocionante vê-los chorando após o anúncio do Rio como a cidade-sede das Olimpíadas. Agora, é partir para a nova etapa do trabalho que é realizar uma Olimpíada.

domingo, 27 de setembro de 2009

A Violência de Cada Dia

Foi uma semana violenta esta que termina. Houve episódios de violência com enorme repercussão na terça-feira e hoje, quando um seqüestrador foi morto com um tiro certeiro na cabeça por um policial atirador de elite muito bem preparado e que soube utilizar com maestria a chance que teve de solucionar a difícil questão que se apresentava. E aconteceu também a crueldade com a cadelinha Pituca em Santa Catarina, a qual virou alvo de dois policiais insanos que representam o que de pior a instituição pode apresentar. Fico revoltada também com a covardia contra os animais. A violência nos ataca dia após dia, e deixa transparecer que as pessoas estão mais insanas, mais dispostas a cometer barbaridades, de um jeito que não acontecia antes. Esta percepção nos incomoda, e deixa a impressão de que a sociedade contém em muito maior número excrementos humanos do que pessoas de bem. Todavia, não podemos nos deixar abater, pois a vida não é só isto. Não significa que sairemos por aí imprudentemente dispostos a frequentar lugares notadamente perigosos e a correr toda sorte de riscos. Mas implica em nos acautelarmos e vivermos a vida com plenitude, pois ela passa e, a princípio, é uma só.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Revendo Conceitos A Partir do Gikovate 01

Comecei a ler o novo livro do Flavio Gikovate, "Nós, Os Humanos". Gosto dos livros do Gikovate, pois eles trazem sempre uma abordagem nova da psicologia, e são escritos numa linguagem cativante e simplificada, para o grande público. Este novo livro está dividido em cinco capítulos que resumem o pensamento do Gikovate, e funciona como um resumo, ou uma introdução ao modo de pensar dele. Surpreendi-me com algumas colocações que ele fez, e que não haviam passado pela minha cabeça antes. Ele defende que o ser humano é composto de corpo e alma, incluindo na alma a mente, a consciência, tudo o que é imaterial. Diz que a alma está, nos dias que correm, sendo sufocada por uma espécie de pasteurização social que padronizou as pessoas, e que reprimiu o que elas têm de mais original. O resultado disto, entre outros efeitos, é a depressão, o chamado “mal do século”, cada vez mais frequente. E a falta de criatividade dos dias que correm, nos quais nada de efetivamente novo no campo das artes é desenvolvido, é igualmente uma manifestação do sufocamento imposto à alma. A proliferação de teorias biológicas, evolucionistas, também é uma conseqüência natural desta filosofia. Tudo é reputado à biologia ou à natureza: o homem é mulherengo porque é feito para ser assim, biologicamente falando. E este pensamento referenda certas noções perigosas, contra as quais deveríamos trabalhar. Por exemplo: o ser humano do sexo masculino é naturalmente violento, porque, em tempos imemoriais de seu desenvolvimento, tinha que caçar para conseguir alimentos para ele próprio, sua mulher e filhos. Jamais tinha pensado por este prisma, e vou rever meus conceitos, pois aderi ao pensamento biológico, sem atentar para seus malefícios.

sábado, 5 de setembro de 2009

Fim de ciclo

Li na Nova deste mês uma entrevista com a Juliana Paes em que ela aborda os ciclos da vida e a necessidade de respeitá-los. Ela afirma que não pretende mais ser madrinha de bateria de escola de samba nem fazer ensaio nu, pois fechou este ciclo. Agora, pretende ser produtora e diretora e afirmar-se de outras maneiras, pois sabe que já tem nome no mercado, e que não precisa se manter sempre na mídia; pode, enfim, experimentar mais. Analisei minha situação também como a de fim de um ciclo. Estou trabalhando na Vara por um período, mas já fechei este ciclo. Não quero mais trabalhar tanto, pois tenho objetivos de vida que considero incompatíveis com a energia que tem que ser gasta para trabalhar numa Vara do TRT-RJ. Pretendo fazer outro concurso e passar, e para isto preciso trabalhar menos horas para fazer curso e ter mais energia para estudar. E também perdi de vez qualquer ilusão de ascender no Tribunal; percebi que não é a minha praia. Tenho que direcionar a ascensão para outro lado.