Ana Paula lembrou do programa que viu no penúltimo final de semana, As Canalhas, no canal por assinatura GNT, que mostra certas situações desafiadoras perpetradas por mulheres, e que são afrontosas à moral vigente. As protagonistas sacaneiam pessoas próximas como chefes, filhos, idosos, vizinhos, amigos, e não se sentem nem um pouco culpadas por isto. É o tipo de programa propício para ser exibido somente na TV fechada, pois seria deveras polêmico para uma TV aberta, que atinge mais às pessoas em geral e que são muito presas a conceitos tradicionais. O mote do programa é mostrar que os homens cometem mais canalhices, mas as mulheres, quando o fazem, cometem em maior qualidade. No primeiro episódio, Mônica Martelli faz Amélia, uma mulher de 46 anos que transa com o namorado da filha, de 18. Ambos engrenam um caso por mais de um ano, até que o rapaz muda-se para São Paulo por conta de uma proposta de emprego e estudo, e a distância ajuda no final do relacionamento. Ambos arrumam novos parceiros. A filha de Amélia não toma conhecimento do caso, embora em algumas ocasiões tenha chegado perto de um flagra dos dois. Ana, de faixa etária idêntica a de Amélia, hoje em dia também teria casos com garotões sem culpa alguma do tipo "ele tem idade para ser meu filho" e outras mais. Afinal, depois dos quarentinha, não há mais muito tempo para fazer o que se tem vontade, pois a sensação de estar rumo ao ocaso da vida aumenta. Daí conclui-se que, se as pessoas têm vontade e não estão infringindo a lei (neste caso saindo com pessoas menores de idade, por exemplo), se os envolvidos são adultos, por quê não fazê-lo? Que se dane a moral vigente e o que os outros pensam quando os envolvidos pagam as próprias contas e são bons cidadãos. Eis a moral principal deste episódio, para Ana Paula.